Review: Novo MacBook Pro

A Apple não tem medo de agitar as coisas, fazendo as pessoas repensarem a maneira como usam a tecnologia. Nos últimos anos, a maior parte dessa inovação foi focada no iPhone, iPad e iOS. Mas o novo MacBook Pro com tela Retina direciona a atenção de volta aos Macs.
O novo notebook não é apenas um lançamento revolucionário, ao combinar impressionantes desempenho e portabilidade em um Mac de 15 polegadas. Esse modelo também vai te forçar a mudar a maneira como você interage com um notebook. Desde renovar como você visualiza e trabalha com o conteúdo até como lidar com aparelhos e conexões externas, a Apple não tem receio de empurrar seus clientes em novas direções. O MacBook Pro é certamente uma novidade mais do que bem-vinda.
Tá bonito: tela Retina
O recurso marcante desse notebook está no seu nome – a tela Retina. Esse display fez sua estreia no iPhone 4, depois chegou ao iPad de terceira geração e finalmente ao novo MacBook Pro. É possível olhar para essa novidade como outro passo no processo de deixar o Mac ainda mais parecido com o iOS – ou outra maneira de te lembrar que todos esses produtos são parte de uma "grande família bonita da Apple".
Os números da tela Retina são impressionantes: 2880x1800 pixels (220 pixels por polegada) para um total de 5,18 milhões de pixels em uma tela backlit de 15,4 polegadas. Quando está com suas configurações no máximo, a tela Retina é espetacular – os detalhes nas fotos são ótimos, e o texto é o mais limpo e nítido da história dos Macs. Não havia pixels mortos ou vazamento de luz nos dois MacBook Pros que testamos, e comparado a um MacBook Pro de 17 polegadas, as cores eram impressionantemente brilhantes.
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Com tantos pixels e duas placas de vídeo, é fácil perceber a quantidade de detalhes que você pode ver em fotos de alta resolução. Mas a tela também enfatiza a baixa qualidade de muitas imagens de sites. 
Os vídeos no MacBook Pro Retina ficam excelentes. Para exibir um vídeo de 1080p no MacBook Pro, o clipe é aumentado para caber na tela, uma vez que esses MacBook Pros já possuem mais pixels na tela do que uma HDTV. Não percebemos “fantasmas” nas imagens, e as placas de vídeo não pareceram ter problemas para lidar com o vídeo. Vale notar que uma placa de vídeo é integrada, caso da Intel HD Graphics 4000, e outra discreta, enquanto que a outra é discreta, a Nvidia GeForce GT 650M, com 1GB de memória de vídeo.
Vale notar que a tela Retina também suporta tecnologia IPS (in-plane switching), que ajuda cna reprodução de cores e visualização de ângulos. A Apple afirma que o display tem um ângulo de visão de 178 graus, que não contestamos após os testes.
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O que está dentro continua
A Apple oferece dois modelos do MacBook Pro Retina. A versão de entrada, que sai 10 mil reais, possui um processador Intel Core i7 de 2.3GHz, 8GB de 1600MHz de memória DDR3, e 256GB de armazenamento em flash (a maioria das pessoas chamam isso de drive SSD, mas a Apple chama de armazenamento em flash). O modelo de 12.600 reais tem um processador Core i7 quad-core de 2.6GHz, 8GB de memória DDR3 1600MHz, e 512GB de armazenamento em flash.
Os processadores do MacBook Pro Retina fazem parte da tecnologia de processadores Ivy Bridge, da Intel, que são menores e possuem maior eficiência energética do que a geração anterior dos processadores Sandy Bridge.
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O Retina Pro (acima) possui mais conexões rápidas, como duas portas Thunderbolt e outras duas USB 3.0
Recursos ausentes
O que está faltando? Ethernet – o MacBook Pro Retina vem com 802.11n, e a Apple um adaptador de Thunderbolt para Gigabit Ethernet por 99 reais. Também não há FireWire 800, que pode ser um problema maior do que a falta de ethernet, uma vez que aparelhos FireWire ainda são comuns entre usuários Macs. 
Outro recurso ausente é um SuperDrive. Em meu uso próprio, utilizo o SuperDrive apenas para realizar cópias de backup de filmes de DVDs que meus filhos ganham de presente. 
Mais fino e mais leve
À primeira vista, o MacBook Pro parece muito com o MacBook Pro de 15 polegadas tradicional e o design em corpo de alumínio é essencialmente o mesmo. A principal diferença é a espessura. Com a tampa fechada, o Pro Retina mede 1,8cm, enquanto que o MacBook Pro de 15”tradicional tem quase 2,5cm. Isso ajuda na hora da digitação, fazendo com que a borda do produto não atrapalhe o usuário.
O MacBook Pro Retina pesa 2kg, que é cerca de 500g mais leve do que o MacBook Pro tradicional de 15 polegadas, e mais de 1kg mais leve do que o MacBook Pro de 17 polegadas. Mais leve é melhor – isso é um fato – mas o que é mais impressionate sobre o MacBook Pro Retina é que seus 2kg parecem muito bem distribuídos. Obviamente, ele é um pouco mais pesado próximo a tela, mas também não é leve demais na área próxima ao trackpad. Assim, se você carregar o notebook enquanto ele estiver aberto, o aparelho não vai cair das suas mãos de repente. Uma novidade legal é a adição de uma entrada HDMI, que permite conectar seu MacBook Pro a uma HDTV.
Uma pequena nota cosmética: a Apple mudou o logo do MacBook da parte inferior da tela para a seção mais baixa do produto.
Outras duas mudanças: o botão de força substitui o botão de ejetar do drive óptico no teclado, e não há mais um indicador de duração de bateria no hardware.
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Nova entrada HDMi permite ligar seu MacBook Pro a uma HDTV
Testes de benchmark
Para medir o desempenho dos dois novos modelos do MacBook Pro Retina, o Macworld Lab testou os modelos de 10 mil reais e 12.600 reais usando o Speedmark 7, nosso pacote de benchmark com aplicativos e tarefas do mundo real.
De modo impressionante, o MacBook Pro Retina com Core i7 de 2.6GHz não é apenas o notebook mais rápido que já testamos, como é o Mac mais rápido que já testamos, atingindo uma pontuação memorável de 330 no Speedmark 7. Confira as outras pontuações na tabela abaixo.
Se você olhar os resultados dos MacBook Pros do ano passado, o novo modelo Retina de Core i7 com 2.6GHz é 51% mais rápido. A comparação da versão antiga com o novo Retina com Core i7 de 2.3GHz também impressiona: ele é 46% mais rápido.
É o armazenamento em flash que dá ao MacBook Pro Retina um sério impulso. Em comparação aos novos MacBook Pros tradicionais, os notebooks com tela Retina veem sérios ganhos em atividades baseados no disco, como o teste de Duplicação de uma pasta de 2GB, outro para Zipar/Descompactar uma pasta de 4GB. Em outros testes em que o aparelho de armazenamento “vem a jogo” (Importar Arquivo de Filme, Importar do Aperture, Importar do iPhoto), os notebooks Retina também tiveram vantagem.
Em outros testes que não são tão dependentes do disco (e mais focados na CPU), os notebooks com tela Retina e os novos MacBooks Pro tradicionais tiveram resultados mais próximos, como nos testes do HandBrake, do Pages, do MathematicalMark, e do Cinebench.
Um teste em que o novo modelo tradicional dos MacBook Pros claramente se distanciou dos Pros Retina foi no teste do Portal 2. O MacBook Pro tradicional com Core i7 e 2.6GHz foi 9% mais rápido do que o modelo Retina com o mesmo processador. Já o MacBook Pro tradicional com i7 e 2.3GHz foi 4% mais rápido do que o MacBook Pro Retina de Core i7 e 2.6GHz, mas também foi 17% mais rápido do que Pro Retina com Core i7 e 2.3GHz. Apesar de os Pros Retina e os modelos tradicionais terem as mesmas placas gráficas, as telas Retina possuem tantos pixels a mais para empurrar que isso pode afetar a taxa de frames nos games.
 Duração de bateria
A tela Retina consome muita energia. Você vai precisar de muito “suco” para mover todos esses pixels. A bateria embutida do MacBook Pro Retina está classificada a 95-watt hora. Em comparação, o MacBook Pro tradicional de 15 polegadas tem 77.5 watt-hora. O MacBook Pro Retina possui uma bateria muito maior.
No entanto, a Apple classifica a duração de bateria de todos os MacBook Pros de 15 polegadas em 7 horas do que a companhia chama de uso da “web wireless”. O Lab da Macworld usa testes mais rigorosos, fazendo a reprodução de um filme em tela cheia no QuickTime Pro até que a bateria acabe. Isso suga a bateria de maneira mais rápida do que o uso geral que envolve acesso web.
Ambos os notebooks com tela Retina duraram cerca de cinco horas em nossos testes. Mesmo com suas baterias maiores, eles não duraram tanto quanto os MacBook Pros tradicionais de 15 polegadas, que duraram muitos minutos a mais. Na verdade, a geração anterior superou os novos modelos por uma margem significativa.
A nova definição de “pro”
A ideia da Apple de “pro”- ao menos para laptops – não envolve hardware customizável, o que significa que alguns usuários hardcore estão em uma encruzilhada. Você ainda pode comprar o MacBook Pro normal, abri-lo, e deixa-lo como preferir. Mas estou advinhando que não vai demorar muito antes que esse design também siga o modelo de 17 polegadas no status de descontinuidade. 
Então, qual a é a ideia de um laptop “pro” da Apple? Por enquanto, é o MacBook Pro Retinam, que filosoficamente está muito próximo do MacBook Air. Obviamente, ele é mais leve e menor do que antes, mas os recursos não presentes te forçam a se ajustar, como com o MacBook Air. O aspecto “pro”, neste caso,  faz referência ao desempenho. A velocidade geral de CPU corresponde ao MacBook Pro tradicional, por isso não existem comprometimentos de performance, que está muito a frente do MacBook Air.
Guia de compra da Macworld
Com o MacBook Pro de tela Retina, a Apple mais uma vez prova que é uma companhia que se recusa a sentar e ficar confortável em sua posição. Ela redefiniu o conceito de notebook ultraportátil com o MacBook Air, e agora alterou a ideia do notebook “pro”. Ficar menor e mais leve era algo esperado, por causa da história da empresa, mas as mudanças no conjunto de recursos farão com que os donos dos MacBook Pros atuais reexaminem suas necessidades.
Uma coisa a se considerar: agora os consumidores na verdade possuem mais opções de laptop do que nunca desde o fim do MacBook clássico. Existem três tipos diferentes para se escolher, o MacBook Air, o MacBook Pro tradicional e o MacBook Pro Retina. É uma boa variedade, que tem preços entre 3.600 reais até salgados 12.600 reais (modelo Retina) – sem incluir modelos personalizados BTO.
No entanto, o MacBook Pro Retina é o futuro da linha de notebooks da Apple – e é um símbolo brilhante de excelência. A tela Retina é algo para se maravilhar, e o design mais leve e menor resolve a demanda para nossos aparelhos ficarem ainda mais portáteis. Você terá de fazer alguns ajustes, mas felizmente, não é preciso sacrificar o desempenho. O MacBook Pro é um notebook bastante notável tanto no desempenho como  o preço que é de R$ 10 mil apenas modelo básico.
via macword

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